Criança aceita tudo…

 

Dentre muitos outros, eu tenho um defeito.

Tá legal. Não sei se, na verdade, é um defeito.

Um conhecido meu logo diria: “DEFINA defeito…“.

Esse comportamento, defeito ou não, aparece durante as situações mais corriqueiras.

Você reparou a foto no início do post? É o que restou de uma maçã, coitada…

Tenho o costume de deixar as coisas “terminadas” e outras “por terminar” em volta da minha mesa de trabalho. Entre um pacote de bolacha e um artigo rabiscado, lá estava o resto da maçã.

Só para esclarecer, deixar as “intermináveis” coisas na mesa não é o defeito sobre o qual quero comentar.

Enquanto me dirigia para a cozinha, encontrei a Manu (minha filha de 1 ano e 10 meses) no colo da avó (minha mãe de…deixa pra lá). Só pra “zuar“, fiz aquela cara sonsa de quem vai dar um belo doce para uma criança, e fui aproximando de sua boquinha linda a carcaça da maçã.

Para meu espanto, a Manu avançou sem dó e sem frescura pra cima do alimento (hã?)!

Que isso, Manu?“, gritei. Enquanto minha mãe ria, ficamos eu e Manu sem entender. Eu, por não acreditar que ela acreditara ser uma fonte saudável de alimento. Ela, por não acreditar que eu oferecera e depois negara o acesso à fruta quase mofada.

Até aqui, contei apenas a sequência de fatos que antecedeu o defeito. Lembra do defeito?

Então…o defeito é que insisto em refletir sobre quase tudo, sobre quase nada, sobretudo.

A REFLEXÃO

Ao jogar no lixo os “restos mortais” da maçã, eis que surge aquela “coceirinha” da reflexão:

  • Se criança aceita tudo, qual é meu papel como pai, como cuidador, como responsável por essa vida em formação?
  • Se dou a ela uma maçã podre, ela aceita, teremos consequências.
  • Se berro, se xingo, se vomito resmungos o dia todo, ela aceita, teremos consequências.
  • Se o diálogo se alterna apenas entre o “não pode”, o “não deve”, o “sai pra lá”, ela aceita, teremos consequências.
  • Se o ensino fica nas mãos da dona TV, ela aceita, teremos consequências.
Hoje ela aceita tudo.

Preciso falar mais alguma coisa? Ou ainda tá pensando no que restou da maçã?
Já pensou nas maçãs podres que “anda” oferecendo?

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De onde vem esse som?

 Tarde de sábado.

Na TV, pela milionésima vez, passa “O Massacre da Serra Elétrica – O Início“. Início? Quando virá, então, o fim?

Manuella indo e vindo, Kelli na cozinha.

Eis que então surge um som, um ritmo, uma batida…

Ouça e tente descobrir quais instrumentos foram utilizados na gravação.

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Alguma sugestão?

Outro dia, quem sabe, tem mais.

Como dizem por aí: “O baguio é loko!

 

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O projeto tá “zuado”, mas tá tudo documentado!

 Algum tempo atrás, participei de um treinamento sobre metodologias ágeis para gestão e desenvolvimento de software. Mais especificamente, o curso abordava questões teóricas e práticas do SCRUM.

Durante a apresentação de um dos tópicos, o instrutor comentou sobre um projeto gigante (tipo, daqueles que vão criar um foguete) onde o CAOS imperava soberano. Custos e prazos estourados, equipe desmotivada e fatigada. A única constante era: todo dia, toda hora, uma nova mudança surgia. Pouco antes de receber o desafio de assumir o projeto, nosso instrutor descreveu as últimas frases do atual gerente: “Fique tranquilo, temos “zilhões” de pilhas de documentação, confeccionadas segundo o mais rígido padrão de mercado. É tudo seu!

Seguindo o roteiro do curso, o instrutor foi apresentando sua estratégia de ataque e como utilizou alguns princípios ágeis para recuperar o projeto. Sem muita demora, surgiu um burburinho entre alguns alunos que se precipitaram a deduzir que a “nova moda ágil” seguramente seria muito mais legal pois não exigiria das equipes de desenvolvimento de software nada além de código, código e mais código.

Chega de produzir documentação sem sentido!

Tsc, tsc, tsc…

Antes de esclarecer a confusão entre metodologias ágeis e documentação, abro um parênteses para a questão: Existe relação entre documentação e sucesso dos projetos de software?

De acordo com pesquisas do The Standish Group, não é possível traçar uma sólida relação entre o sucesso de um projeto e a quantidade de documentação produzida. Na verdade, um dos relatórios apontados pelo grupo encontrou evidências de que “é mais provável que quanto mais documentação você escreve, maior a chance do projeto falhar“. É bem provável que você já tenha participado de um projeto de desenvolvimento de software, durante o qual foi elaborada uma extensa e meticulosa documentação, obteve aprovação dos stakeholders (envolvidos) para, no final, perceber que os desenvolvedores entregaram um produto/serviço completamente diferente do que foi especificado.

Em projetos cuja prioridade foi gerar toda a documentação antes de iniciar o desenvolvimento “propriamente dito”, os números a respeito da porcentagem de funcionalidades de um produto (ver figura abaixo) que foram realmente utilizadas nos sugerem um panorama não muito promissor quando consideramos o retorno sobre o investimento das atividades relacionadas à documentação.

 

De novo, o que o gráfico acima “nos conta” é que, em média, 45% das funcionalidades de um produto NUNCA são utilizadas, ainda que 100% dessas funcionalidades tenham sido muito bem documentadas, sim senhor!

Indo por um caminho oposto, muita gente se anima a utilizar as metodologias ágeis, pois entende que não será necessário gerar nenhuma documentação. Não precisamos procurar muito até encontrar uma multidão de seguidores dos princípios ágeis que, ao ler no manifesto que “Software funcionando é mais importante do que documentação completa e detalhada“, agendam 5 semanas de “happy-hour” para comemorar o fim da “papelada”.

O manifesto ágil, entretanto, não descarta, não proíbe, não “demoniza” a documentação num projeto de software. Na realidade, se um projeto segue os princípios ágeis, as pessoas envolvidas não vão priorizar a documentação em detrimento da produção e entrega de software funcionando.

Buscando esclarecer essa questão e ser mais específico, qual seria, então, o papel apropriado da documentação num projeto de software?

Primeiro: Qual o propósito da documentação no meu projeto? Embora não seja a única “solução”, está claro que produzimos documentos para comunicar informação. Utilizar este tipo de solução como a principal estratégia de comunicação para nossos projetos é muito arriscado quando se considera a incontrolável habilidade que um “leitor” possui para interpretar erroneamente a real intenção do “escritor”. O valor de um documento reside na sua persistência. Um documento pode ser lido e relido durante anos e as palavras permanecerão imutáveis. Isso não quer dizer que leitores diferentes interpretarão essas palavras da mesma forma. Entendemos que existem dois propósitos que justificam a produção de documentos num projeto:

  1. Preparar com antecedência o fornecimento de informações para uma interação humana.
  2. Registrar os resultados de uma interação humana.

Segundo: Com o propósito em mente, qual o público-alvo? Se o propósito de um documento é prover informação, é necessário considerar “quem estará consumindo essa informação”. Nenhum documento pode comunicar tudo para todo mundo. O responsável pela elaboração de um documento deve considerar tópicos sobre a experiência e conhecimento do leitor, sobre quanto tempo o leitor poderá investir na leitura do documento e sobre como o leitor utilizará a informação disponibilizada no documento. Tais considerações afetarão não somente o conteúdo, mas também a maneira pela qual a documentação será organizada, agrupada e apresentada. Enfim, para garantir que um documento satisfaça seu propósito, é vital identificar seu público-alvo e suas respectivas necessidades de informação.

Terceiro: Antes de gerar a documentação, que resultado obtenho da relação (VALOR x CUSTO)? Se o valor agregado ao projeto é menor do que o custo exigido para gerar a documentação, pense antes de gastar tanto papel. Nenhum método ágil prega a eliminação de todo tipo de documentação. Na verdade, devemos buscar a todo custo evitar qualquer desperdício de tempo e esforço na produção de documentação abrangente. Você estará desperdiçando tempo e esforço do seu projeto quando a documentação:

  • Não tem um propósito claro
  • Não tem um público-alvo definido
  • É muito complexa (ou muito superficial) para atender as necessidades do seu público-alvo e para atingir seu propósito
  • É mantida além de sua “vida útil” (sim, os documentos perdem a utilidade)

Por exemplo, você já parou para pensar sobre o propósito e sobre quem é o público-alvo da “Especificação de Requisitos” que produziu em todos os seus projetos? Dentre as possíveis respostas:

  • Quero definir um contrato com o cliente sobre o que, exatamente, o projeto estará desenvolvendo. Neste caso, visto que o cliente é o público-alvo, o documento não deveria ser redigido para satisfazer as necessidades dos designers e dos desenvolvedores.
  • Quero detalhar as solicitações do cliente para que os designers e desenvolvedores implementem os requisitos. O documento deve, então, satisfazer as necessidades do público-alvo: designers e desenvolvedores.
  • Quero fornecer informação “histórica” para os responsáveis pela futura manutenção do sistema após a entrega do mesmo. Neste caso, a vida útil do documento começa assim que o projeto de desenvolvimento termina.

Quarto: Como evitar o desperdício? Os custos de elaboração e manutenção dos documentos de um projeto são consideráveis. Logo, seria prudente aplicar um teste simples antes de “investir” esforços escrevendo ou atualizando a documentação:

  • Qual o propósito do documento?
    • Se não existe um propósito claro, produzí-lo pode significar desperdício.
  • Quem é o público-alvo?
    • Se inúmeros papéis vão consumir o documento, avalie se o mesmo poderá satisfazer as necessidades de todos. Se não existe um público-alvo definido, ou se este é muito diverso para que o documento satisfaça a todos, produzí-lo pode significar desperdício.
  • O documento registra o resultado de (ou preparativos para) interações humanas?
  • O documento ainda é útil?
    • Manter um documento além do tempo em que seu público-alvo o utiliza (propósito) é desperdício.
  • Qual é o esforço mínimo necessário para garantir que o documento alcançará seu propósito (público-alvo e vida útil)?
    • Complexo demais é desperdício. Superficial demais também é desperdício.

Antes de me despedir, lembre-se: Você pode ter um projeto muito bem documentado, e ao mesmo tempo deixar passar despercebido que “ele” já foi ou está indo “pro buraco”.

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Q.I., Q.E e Produtividade?

Fonte: http://collaborationforgood.org

Alguns dias atrás publiquei um post sobre Produtividade. E não é que o assunto despertou o interesse dos leitores ! Independente da reação daqueles que acompanham meu blog, voltei à leitura de um livro chamado “Inteligência Emocional” cujo autor é um tal de Daniel Goleman.

Antes de prosseguir, voltemos ao título do post: “QI, QE e Produtividade?”

QI se refere ao Quociente de Inteligência. Até onde me recordo, nunca fiz um teste de QI. QE se refere ao  Quociente Emocional (ou “nível de inteligência emocional). Produtividade se refere  à…(bom já escrevi sobre isso em outro post).

Meu objetivo é propor uma rápida discussão sobre os três tópicos.

Assim que terminei a leitura do capítulo 3, o qual descrevia os fundamentos da QE, voltei ao título do mesmo. Presta atenção: “Quando o Inteligente é Idiota“. Nossa, parece que pegaram pesado! O inteligente pode ser idiota?

Visto que o livro fora publicado no Brasil em 2007, decidi fazer algumas pesquisas na internet a fim de medir a temperatura do assunto. Afinal, será que o tema “Inteligência Emocional” (QE) ainda atrai alguma atenção?

Logo nos primeiros resultados, encontrei um artigo da revista Época. De novo, repara no título:  “Contratatos pelo QI, Demitidos pelo QE“. É quase certo que posso dispensar qualquer comentário adicional sobre o artigo além do: ter QI alto nem sempre pode se traduzir em QE alto. Ainda mais: Um inteligente (na régua do QI) pode ser um idiota demitido (na régua do QE).

Voltando ao capítulo do livro, o autor destaca um definição elaborada da QE, expandindo essas aptidões em cinco domínios principais:

  1. Conhecer as próprias emoções
  2. Lidar com emoções
  3. Motivar-se
  4. Reconhecer emoções nos outros
  5. Lidar com relacionamentos 
(Os detalhes de cada aptidão podem ser visualizado abaixo)

 

Tudo bem até aqui? Proponho uma reflexão:

  • Se voltarmos nossa atenção aos aspectos envolvidos nos “tipos” de domínios listados anteriormente, você se arriscaria a criar algum tipo de “instrumento” capaz de MEDIR a inteligência emocional? Talvez esteja aí um ponto importante para diferenciar o QI e o QE.
  • E, viajando um pouco mais, é possivel aplicar aquele dogma de gestão segundo o qual “somente se controla aquilo que se mede“? Eita! Seremos obrigados a criar um instrumento de medição da inteligência emocional para não nos tornarmos vítimas do descontrole emocional?

OK. Se você achar necessário, não vou criticá-lo caso queira fazer uma pausa, tomar um café, conversar com o papagaio, consultar sua caixa de e-mails. Eu espero…

 <pausa: música típica de sala de espera>

Pronto?

Muito bem. Até aqui exploramos brevemente os tópicos QI e QE. Mas…e a produtividade? Tem espaço na discussão? Creio que sim e uma das evidências que posso apresentar é um artigo recente da Forbes no campo da Liderança. “Dá um look” no título: 5 Ways to Lead with Emotional Intelligence — and Boost Productivity. (5 Maneiras de Liderar com Inteligência Emocional — e Turbinar a Produtividade).

Legal, agora temos uma possível relação entre QE e Produtividade. Justo nesse momento, me lembro agora que não quero explorar o artigo. Proponho que você o faça. E para despertar o seu interesse no artigo, e finalizar o post, seguem:

  • Um gancho:
    • Além dos tradicionais papéis e responsabilidades do líder tradicional (ou da liderança tradicional), as incertezas atuais no ambiente de trabalho exigem líderes mais sensíveis a respeito de questões como: “O que mais importa para minha equipe?“, “Para sermos mais produtivos, uso meu QI ou invisto no QE?
  • Uma última questão:
    • Você enxerga alguma relação entre as aptidões descritas no capítulo sobre QE (listadas acima) e as aptidões descritas no artigo da Forbes?
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Dizem por aí que somos improdutivos..

A reportagem destacada pela EXAME de 03/10/2012 apresenta um panorama, no mínimo, assustador sobre o tema PRODUTIVIDADE.

Por que somos tão improdutivos” é o tema da mesma!

Repare que, no caso, não se trata de uma pergunta. Segundo os autores da reportagem, é fato que a produtividade brasileira está emperrada há três décadas (30 anos, 10.950 dias aproximadamente).

Em geral, percebo a importância de uma leitura não pelo número de fatos e evidências que a mesma descreve, e sim pela quantidade e qualidade de perguntas que o texto dispara contra meu cérebro.

E esse foi o caso.

Antes de compartilhar os principais fatos, por mim pinçados da revista, deixo a seguir alguns questionamentos para reflexão e investigação:

  1. A mesma definição de produtividade se aplica em todos os contextos possíveis?
  2. O valor da produtividade se limita à “produzir mais com menos ou com o mesmo”?
  3. Como administrar/balancear a produtividade de “sistemas” dependentes entre si (ou seja, quando a produtividade de um sistema não necessariamente signifique a melhoria do outro sistema ligado a ele)?
  4. Quais disciplinas (economia, tecnologia, ciências sociais, engenharia, etc.) respondem as maiores questões da produtividade?
  5. Quais indicadores são utilizados para medir, controlar e estimular a produtividade no seu ambiente de trabalho e/ou na sua profissão?

Vamos, agora, aos destaques:

  • Henry Ford é o autor de um dos ainda mundialmente reconhecidos mantras associado à produtividade: “Há uma única regra para um industrial: faça produtos com a melhor qualidade possível, ao menor custo, pagando os salários mais altos que puder”.
  • Mais comumente, a produtividade é uma medida econômica da eficiência de um sistema produtivo, a razão entre inputs e outputs (relação entre tudo o que entra e o que sai, traduzido em alguma variável econômica).
  • Segundo Paul Krugman (nobel de Economia), “Produtividade não é tudo, mas no longo prazo é quase tudo”. 
  • Hoje, o trabalhador brasileiro gera perto de 22.000 dólares por ano de riqueza enquanto o americano gera cerca de 100.000 dólares. E olha que dedicamos (nós, brasileiros) mais horas ao trabalho do que a população da maioria dos países ricos. Fica fácil deduzir que a questão está na qualidade do trabalho, e não na quantidade.
  • No Brasil, a baixa produtividade é o resultado de muitos fracassos, entre eles o sofrível nível educacional (apenas 11% da população tem diploma universitário). E, pior, só 35% dos alunos do ensino médio são plenamente alfabetizados (têm condições de entender um manual)
  • A sensação atual é de que o Brasil, mesmo em meio às inúmeras crises internas e externas, “vai muito bem, obrigado”. Afinal de contas, dizem muitos brasileiros, “…tenho computador, televisão HD, como carne todo dia, e a patroa fez uma lipo”. Se avaliarmos o crescimento REAL do nosso país nos últimos anos, 74% “disso” é explicado pelo aumento do emprego, ou seja, novos postos de trabalho. Apenas 3,7% do crescimento pode ser explicado pelos ganhos de produtividade.
  • O Brasil é deficiente em todos os fatores importantes para a produtividade, como inovação, educação e infraestrutura.
  • Um dos raros setores no Brasil que têm conseguido romper a barreira da inércia na produtividade é a agricultura. Resultado do melhoramento genético de sementes e da adoção de máquinas no campo, uma parte da agricultura nacional deu um salto de eficiência. Exemplo: no início dos anos 70, 1 hectare produzia cerca de 1.400 quilos de soja. Em 2011,  3.115 quilos por hectare. Vale ressaltar que apenas 20% dos produtores rurais brasileiros operam neste nível de produtividade. O hiato de produtividade entre a elite da agricultura e o produtor comum se repete também na indústria e nos serviços. 
  • Uma pesquisa de EXAME com 113 empresas da lista das 1000 maiores do país mostra que mais da metade delas investiu, no último ano, em melhoria de processos e gestão para elevar a produtividade. Ou seja, boa parte das companhias pretende tirar mais do mesmo antes de investir em máquinas ou em expansão da capacidade.
  • As experiências das empresas atestam que produtividade não é um fim em si mesmo. Elas podem ganhar eficiência com mudanças em processos, investimento em tecnologia ou qualificação da mão de obra.

Como você decidirá responder aos fatos?

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Apenas outro POST?

Em tempo, agradeço a todos os outros amigos pelas palavras de carinho no meu 41º niver!!!

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Se é pra calcular, decida direito!

Vou no A? Vou no B? Vou no C? Cálculos, cálculos, tão dolorosos quanto os renais, calculamos, ou deveríamos calcular, tudo, todos, de todas as formas, mas de formas nem sempre muito coerentes.

E quero discutir justamente sobre um certo tipo de incoerência que insisto, às vezes, deixar escapar (para se escapar, é necessário deixar?). Poderia apostar que, questionados sobre uma das recorrentes manias do Bagrão, amigos e inimigos “chutariam”: o Bagrão é calculista. Calculista ao extremo.

O sujeito calculista é o que faz cálculos, o que sabe prever. No sentido figurado, o calculista, em tudo, só procura o proveito próprio. Vamos desconsiderar o sentido figurado e abraçar a ideia simples daquele que “faz cálculos”. Dentre muitas outras decisões calculistas, o Bagrão diariamente circulava entre quais opções seriam as mais bem calculadas para almoçar. Seria um lanche no Auto Posto JK? Ou seria melhor um prato feito no Kilo´s? Por que não o buffet “self-service” no Tempero Suave? Organizando as opções numa tabela mental, o lanche no JK é rápido e barato, o almoço no Kilo´s desaparece do estômago depois da caminhada de volta que consome todas as calorias compradas e o preço do Tempero Suave deixa um gosto não muito suave no bolso. Recapitulando, o Bagrão calcula que:

  • JK: rápido e barato;
  • Kilo´s: não rápido e barato;
  • Tempero Suave: meio rápido e caro.

Enquanto não ajuntava convicção suficiente sobre a  a coerência de seus cálculos, Bagrão dava preferência pela opção rápida e barata. Ou seja, não atento à qualidade nutricional da opção, Bagrão insistiu despreocupadamente na opção JK. JK na segunda, JK na terça, JK na quarta, JK na quinta e JK na sexta. Era essa a melodia cíclica de quase todas as semanas até que,  no meio do caminho, e no meio de uma dor de barriga (piriri, para os íntimos), e no meio de uma fraqueza preguiçosa, o calculista tropeçou na evidente incoerência da opção “rápido e barato“. Bateu as fuças na dúvida. “Agora me lembrei que não gosto mais do JK“, justificou com a cara mais lavada do mundo.

Peraí! Se é pra calcular, decida direito!

O vídeo abaixo sugere uma abordagem mais confiável e super simples para nos auxiliar na tomada de decisões de “pequena causa”. Se quiser utilizar ou adaptar a planilha apresentada no vídeo, clique aqui. Abraço e até o próximo post!

 

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Lembranças da Educação: o Quadro-Negro

Conclusão: o quadro-negro não foi forte o suficiente para destruir e engolir minha curiosidade.

Chegaram a inventar uma versão verde desse quadro, mas foi em vão, pena que ainda vão se mantendo por aí.

Mas não é de se admirar que tanto tempo copiando letras, fatos e pó não tenha gerado alergia a qualquer tipo de aventura diferente no mundo do aprendizado e da educação?

Um tempo pra responder a chamada, outro para apaziguar os ânimos (afinal, pra que animar a garotada?), um outro ainda para dar o “visto” ou “ponto negativo” nas páginas cheias de “orelhas”.

Pra que aprender aquilo? Pior, pra que copiar aquilo? Sai do livro, vai pro quadro-negro, vai pro caderno, pra morrer num canto da cabeça esperando a hora de “papaguear” tudo de volta na prova.

Bem, tinha um pouco de emoção em algumas ocasiões. Alguns professores, enquanto numa mão rabiscavam a matéria, na outra apontavam o apagador para estimular a rapidez na “copiação”. O mundo certamente clamará por exímios copiadores. Do livro pro quadro-negro, dali pro caderno, e por aí se foi.

De vez em quando aparecia um professor inovador. Acho que eu já estava na 7ª série, quando recebemos a alforria, durante as aulas de geografia, do buraco-negro, ops, quadro-negro. Com esse professor, a inovação significava divertidíssimas disputas para premiar qual aluno achava uma determinada página no menor tempo. Por exemplo, o professor dizia: “Rio Amazonas e seus afluentes…valendo!!!”  Não me recordo bem sobre a premiação, mas economizava giz e nos tornávamos craques em descobrir a página onde um assunto específico fica “escondidinho”.

Buracos negros engolem a essência e vomitam o aprender do jeito que vai cair na prova, do jeito que faz “passar de ano”.

Agora eu lembrei: Eu não quero aprender!

Eu quero

…ter um diploma, na parede ou na pasta, que comprova, seja com prova ou sem ela, o que eu já sei.

…ter um emprego no qual não se empregue muito esforço e tudo seja como estava no quadro-negro.

…passar nas provas repetindo tudo que decorei.

Aliás, eu não quero aprender

…eu quero os resultados

…eu quero o óbvio e simples.

Eu não quero aprender!

Eu quero

ter

ser

mostrar

Sei que repito, aliás, eu não quero aprender

…Eu quero repetir fatos, acumular datas, gotejar nomes de rios que até passariam debaixo da minha janela se fosse permitido usar a imaginação.

…Muitos deles nunca passarão debaixo da minha janela. Afinal de contas, onde já se viu nadar num rio e nem saber o nome do coitado…ô coitado!

Eu quero ter resposta pra tudo…

…de nada que faça sentido agora, um dia talvez, por isso está no buraco negro, para ser apagado e ficar acumulado no pó branco esquecido de giz.

Eu não quero aprender!

…e dar de cara com ela, ser empurrado da rotina por ela, coisa chata que é a mudança.

…Eu não quero mudar, ninguém muda, sempre o “como vai” sem sal com o “tudo bem” sem açúcar.

Quem se atreve a dizer que aprender tem a ver com saber e fazer com o saber coisas que ainda não foram feitas e nem previstas?

Eu até sei, mas não quero fazer.

Eu não quero aprender, não quero copiar do livro pra lousa, da lousa pro caderno…

Será que ainda existem buracos negros? Ou já foram convertidos em tábulas rasas e brancas?

E quando inventarem um forma de colocar o buraco negro direto pra dentro da cabeça?

Pronto, aí sim estará tudo resolvido…

E sobrará mais tempo para procurarmos o conteúdo na página certa!

Valendo!!!!!

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Coisas que não entendo – Capítulo 1


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Eu quero ‘TCHU’cesso! E você?

Enquanto muitos querem tchu, tcha, tcha…outros tantos perdem o sono, os cabelos, o dinheiro, a família e o cachorro; tudo atrás do sucesso. 10 anos de pesquisa e 500 entrevistas (cara-a-cara) conduzidas por Richard St John resultaram numa coleção de 8 características-chave de pessoas de tchu…cesso.

ASSISTA

Se você precisa de legendas, o player de vídeo disponibiliza a funcionalidade.

QUEM TOPA DISSECAR O VÍDEO?

Não, não…a gente não quer que você saia editando o vídeo (até pode, se quiser). Na realidade, convidamos você acessar um Quiz e verificar o que apreendeu (sim, apreendeu) a partir do vídeo. Se você topa o desafio, clique AQUI.

PAUSE PRO HIT DE TCHUCESSO!

Que tal estimular os neurônios com um pouco de música. Será que nossa escolha tem algo a ver com o tema? Ouça por você mesmo:

EU SEI, PENSAR DÓI…

Só consumir conteúdo pode nos levar à obesidade mental. Se você não se importa em continuar com as veias entupidas de tanta “ideia dos outros”, compartilhe suas reflexões analisando as questões propostas nesse PAPEL.

UM LIVRO SOBRE TCHUCESSO (um só)

O IBC (Instituto Brasileiro de Coaching) disponibiliza o livro “O Sucesso não tira férias” (gratuito para download AQUI). Eu já baixei mas não li. Fica aí a dica para você confrontar o “conteúdo do livro” x “conteúdo do post”.

UM FILME SOBRE TCHUCESSO

Que tal você nos sugerir algum filme que tem tudo ou quase tudo a ver com o tema “Tchucesso”? Eu disse “filme”…não, não adianta sugerir a novela da Carminha x Nina! Enquanto não temos uma estrutura adequada para registrar suas dicas de filme, anota ali na área de comentários, por favor.

 

NOTA: Boa parte do conteúdo deste post foi adaptado a partir de recursos disponíveis, em inglês, no site TEDEd cuja visão é justamente “compartilhar lições que valem a pena” (Lessons Worth Sharing). Meu objetivo, ao adaptar o conteúdo, é permitir que pessoas não fluentes em inglês desfrutem o conhecimento.
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